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  • Eloah

7-

Atualizado: Jan 10




Os sintomas que precedem ao suicídio dos idosos no Brasil, estão diretamente ligados à depressão e esta à sua rotina e à uma socialização deficiente.

Isolamento social, separações, distanciamento de filhos e netos, perda de produtividade e doenças crônicas são os fatores que mais contribuem para uma tristeza crônica, permeada por uma sensação de abandono e de falta de perspectiva de mudança. J

Junte-se a estes, a falta de atenção, valorização e tempo das pessoas à sua volta para conversar, falar das suas dores e necessidades, comentar sobre seus desejos, ideias e opiniões, vão formando um conjunto de carências que torna seu dia a dia insuportável.

O idoso não quer viver como um apêndice da família, nem em solidão.

Muitos, é claro, dirigem seu carro, têm amigos, trabalham e tem uma vida profissional ativa. (O que é muito benéfico).

Porém, os que estão aposentados e não exercem nenhuma atividade profissional, ou os que já estão em uma fase de senilidade ou com alguma limitação física, e por isso dependem de outros para ajudá-lo em atos banais da rotina, são os que estão dentro do grupo com maior risco.

Como dissemos, problemas de saúde, isolamento social causados pela viuvez e separações, distanciamento de filhos e netos, perda de produtividade, além de depressão e doenças crônicas, são alguns dos fatores que contribuem para que os idosos com mais de 70 anos apresentem as maiores taxas de suicídio no país, segundo dados do boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde.

Os fatores associados ao suicídio são:

Alterações de humor e expressões de estados depressivos.

Conflitos familiares permeados por dificuldades financeiras,

Uso abusivo de álcool

Anunciação do desejo de antecipar seu fim.

Ao perceber estes sintomas, torna-se necessário um olhar mais abrangente e um ouvir reflexivo para com o idoso por parte dos familiares, amigos e cuidadores, para que provoquem mudanças significativas na rotina e no trato para com este idoso.

Carinho, amor e atenção são curadores, mas por favor, não os humilhem, conversando com o idoso no diminutivo. Ele não é uma criança idosa, mas sim, alguém que já viveu, sofreu, aprendeu, ensinou e está em uma fase da sua caminhada como qualquer outra.

Dirigir-se ao idoso no diminutivo é uma violência, um desrespeito e uma desvalorização.

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