Perguntas Frequentes

Mas então,  por que em alguns casos, o idoso  começa a apresentar desânimo, falta de energia, ou mesmo uma tristeza e uma angústia quase que permanentes?

Dorme mas não descansa,  não encontra prazer nas coisas que antes tanto gostava, perde a iniciativa para buscar novos interesses, isola-se, chora com facilidade, sente-se inútil, magoa-se com facilidade, etc.

Muitos são os motivos que podem desencadear estes sintomas, mas a forma como cada um reage é que vai fazer TODA a diferença na qualidade de vida e na saúde.

É normal sentir tristeza e desânimo em algum momento da vida?

NÃO! ISTO NÃO É NORMAL!

Você tem o direito de ser feliz, animado, ativo e produtivo em todas as fases da vida. De formas diferentes, adaptadas às suas condições e ao seu momento de vida. Se você não sofreu algum acidente ou doença  grave que possa ter abalado de forma muito séria suas funções cognitivas, você já está apto(a) para viver uma vida plena, saudável e com muito significado. 

Será que eu estou com depressão?

Esta é a  pergunta mais frequente que escuto no primeiro atendimento.

Mas devemos entender que existem tipos e graus diferentes do transtorno depressivo. Existe o transtorno depressivo já instalado, a depressão advinda de algum problema que está sendo vivenciado, e a depressão sindrômica, que, simplificando, seria uma depressão mais leve. Todos nós em alguma fase da vida estaremos sujeitos à ela.

Quais são os motivos mais frequentes da depressão em idosos?

Aposentadoria mal vivida, isolamento social ou familiar, doenças, luto ... As razões para desencadear um episódio depressivo são inúmeras e por vezes cumulativas. No entanto, é difícil detectar os sintomas. Na verdade, a falta de interesse ou tristeza muitas vezes são atribuídas pelas pessoas que nos cercam,  ao envelhecimento físico. Os idosos e as pessoas ao seu redor devem, portanto, estar atentos a todos os sinais evocativos adicionais, como forte ansiedade ou múltiplas queixas somáticas (várias dores, fadiga). 

Quais são os sintomas da depressão senil?

O termo  depressão senil  se refere a um distúrbio que, por convenção, é diagnosticado a partir dos 65 anos de idade. É um transtorno que pode manifestar sintomas típicos de depressão em adultos, portanto, tristeza, perda de interesse, isolamento social, clinomania (desejo de passar muito tempo na cama) e diminuição da vitalidade,  mas que muitas vezes se caracteriza de formas peculiares. 

Não é incomum que um idoso deprimido, ao invés de verbalizar a tristeza, concentre-se no próprio corpo, reclamando de dores, polarizando-se nos problemas gastrointestinais, verbalizando preocupações somáticas até verdadeiros delírios hipocondríacos

 

Quais são os perigos da depressão não tratada adequadamente?

Subestimação, banalização, negação dos transtornos por parte do paciente, seus familiares e os médicos ... A lista de obstáculos para o manejo da depressão no idoso é longa. Com resultados dramáticos. A maior taxa de suicídio no Brasil é atribuída aos idosos. Dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2018, apontam para a alta taxa de suicídio entre idosos com mais de 70 anos. Nessa faixa etária, foi registrada a taxa média de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos. A taxa média nacional é 5,5 por 100 mil habitantes.

Devido à falta de treinamento e de tempo, os cuidadores também não se preocupam em fazer esse diagnóstico em consultas de curta duração, já muito delicadas. 

Portanto, falta tratamento, pode ter consequências sérias e irreversíveis, também para a saúde física do idoso.

Os riscos são reais. Além do risco de passar ao ato suicida, o deprimido pode ser levado a uma menor adesão aos tratamentos.

Que tipo de profissional devo buscar? Psiquiatra ou  psicanalista?

 É conveniente que você procure inicialmente um psicanalista. É ele que vai dizer se há necessidade de procurar um psiquiatra para agregar ao tratamento  do uso de antidepressivos ou outros medicamentos. 

Muitas vezes, quando a síndrome depressiva já está instalada Há algum tempo, ou apresenta uma gravidade maior, é necessário, pelo menos  no início do tratamento, contar com a ajuda de fármacos. e só quem pode receitar é o psiquiatra.

  

Como uma terapia  adequada me ajudaria?

Poder falar abertamente é uma verdadeira profilaxia psíquica. Relatar suas tensões e contar com uma escuta profissional sigilosa, sem julgamentos, com ferramentas efetivas para a ressignificação dos pensamentos e emoções disfuncionais, devolvendo o autocontrole e trazendo novas perspectivas reais, vai afetar profundamente seu bem-estar, seus relacionamentos profissionais e pessoais, abrir novas portas e melhorar a qualidade de vida como um todo, reestruturando percepções e  libertando amarras desnecessárias

Psicanálise  e outras ferramentas.

A psicanálise atende a esse propósito, trazendo à tona memórias positivas e negativas, traumas ou experiências anteriores sedimentadas no subconsciente Pela escuta e pela fala, vão-se clareando os porões mentais que com o tempo  causaram distúrbios físicos e/ou psicológicos  de todos os tipos. 

O método psicanalítico, integrado a outras ferramentas, entre elas  a Terapia Cognitivo Comportamental, e a fundamental análise Psicossomática, vem conseguindo resultados mais efetivos, assegurando  benefícios que vão muito além do bem-estar emocional.

Somos um todo único Mente -Corpo- Emoção interagem continuamente.

 

O Psicanalista pode receitar antidepressivos?

Nem o psicanalista, nem o psicólogo podem receitar antidepressivos. Apenas quem pode receitar é o médico psiquiatra. O psicanalista e o psicólogo podem indicar se há essa necessidade.

Contudo, muitas vezes o tratamento de apoio psicoemocional é suficiente.

Um realinhamento emocional pode melhorar minha saúde?

Absolutamente SIM. A medicina psicossomática ganha cada vez mais espaço e a influência dos estados emocionais está exaustivamente comprovada por médicos especialistas de todas as áreas, incluindo nosso metabolismo e sistema imunitário.

Quantas sessões são necessárias?

Não há como garantir o número de sessões que serão necessárias. Habitualmente, uma vez por semana é o suficiente. A evolução do tratamento é que vai  orientar  o terapeuta quanto ao término ou espaçamento do tratamento.

Qual é a eficácia da Terapia Cognitivo Comportamental para transtorno de ansiedade e a depressão?

O tratamento medicamentoso apresenta uma eficácia em torno de 60%, com uma recaída esperada de 35%

A Terapia Cognitivo Comportamental alcança a mesma marca de eficácia, em torno de 60%, mas com uma recaída por volta de 10%.

A combinação de medicamentos   (indicados pelo médico  psiquiatra) com a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), apresenta um resultado superior a 87% de melhora, podendo aumentar esta marca com sessões de manutenção. 

Aliando-se a técnica psicanalítica, que vai identificar os gatilhos inconscientes com a TCC, esta porcentagem alcança níveis ainda mais satisfatórios.

É necessário o uso de divã?

Como psicanalista integrativa, deixo essa opção ao paciente.

Como é feito o pagamento?

É feito por sessão ou mensal. O horário é reservado ao paciente e caso não possa comparecer, deverá avisar com um prazo mínimo de 48 horas.

Para saber o valor envie um whatsapp ou mande mensagem em "contatos"